
A Polícia Federal contratou a empresa Black Wall Global para auxiliar na descriptografia de telefones apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga operações financeiras do antigo Banco Master.
O banco foi liquidado em novembro de 2025. O rombo estimado é de cerca de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A contratação foi mencionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin durante a sessão de quinta-feira (12), que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Segundo relato feito aos colegas, Zanin afirmou ter lido no relatório da PF que a empresa havia sido contratada para auxiliar nos trabalhos técnicos.
Durante a exposição, o ministro Alexandre de Moraes fez um aparte: “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad”.
O Mossad é o serviço de inteligência de Israel. A Black Wall Global se apresenta como uma agência israelense-emiradense de inteligência digital, cibersegurança e defesa. Em seu material institucional, a empresa afirma ser uma “Digital Intelligence, Cyber and Defense Agency”, fundada por veteranos de unidades de elite de inteligência, contraterrorismo e aplicação da lei.
A Black Wall atuou na descriptografia de celulares apreendidos nas buscas relacionadas a pessoas ligadas ao Banco Master. Um dos aparelhos analisados foi o do empresário Daniel Vorcaro.
