Offline
MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
Congresso confia mais no BC do que no STF no caso Master
Publicado em 10/02/2026 12:05
Últimas Notícias

Deputados e senadores demonstram maior confiança no Banco Central (BC) do que no Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. É o que aponta levantamento do Ranking dos Políticos divulgado nesta manhã (10).

 

O BC recebe majoritariamente classificações “excelente”, “boa” ou “regular”, enquanto o STF concentra elevados índices de reprovação, sobretudo na Câmara dos Deputados.

 

Entre os deputados, cerca de 70% avaliam a atuação do BC no caso Master de forma positiva ou intermediária. No Senado, o índice sobe para aproximadamente 77%, com rejeição residual ao órgão nas duas Casas.

 

Já a atuação do STF no caso do banco de Vorcaro é avaliada de forma negativa pela maioria dos parlamentares. Na Câmara, mais de 50% classificam a condução do Supremo como “ruim” ou “péssima”, sendo que 34,3% optaram pela avaliação “péssima”. No Senado, a reprovação soma cerca de 63% entre “ruim” e “péssima”.

 

Entre parlamentares de direita, a avaliação “péssima” do STF atinge 75% na Câmara e 83,3% no Senado. No centro, predomina a classificação “ruim”. Na esquerda, embora haja maior tolerância, 24,1% dos deputados ainda consideram a atuação da Corte “péssima”.

 

Para o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, os dados indicam uma distinção clara feita pelo Congresso entre instâncias técnicas e decisões judiciais. “A pesquisa mostrou que o Congresso tende a confiar mais em órgãos técnicos, como o Banco Central, do que no Judiciário, sobretudo quando decisões judiciais produzem efeitos econômicos e financeiros sensíveis”, afirmou.

 

Segundo ele, a leitura negativa sobre o Supremo no caso Master é transversal, ainda que mais intensa à direita: “Mesmo fora do campo ideológico mais crítico, o Supremo não consegue construir uma percepção amplamente positiva. Isso sinaliza um incômodo institucional que vai além da polarização política”.

 

“O grau de insatisfação registrado cria condições políticas para o avanço de propostas que buscam revisão de competências, maior previsibilidade decisória e limites mais claros à atuação judicial em temas com impacto sistêmico”, ressalta Arruda.

 

Ao mesmo tempo, a avaliação mais favorável ao BC reforça a narrativa de defesa da autonomia técnica e da separação entre decisões regulatórias e disputas político-judiciais.

 

“A diferença de percepção entre BC e STF fortalece o argumento de que previsibilidade regulatória e segurança jurídica são vistas pelo Parlamento como elementos centrais para a estabilidade econômica”, concluiu o diretor do Ranking.

 

O levantamento do Ranking dos Políticos ouviu 108 deputados federais, de 18 partidos, e 30 senadores, de 12 legendas, entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro. A pesquisa tem margem de erro de 6,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, respeitando a proporcionalidade partidária nas duas Casas.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!