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Dino determina suspensão de “penduricalhos” no serviço público
Publicado em 05/02/2026 16:13
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quinta-feira (5) que órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em todos os níveis da federação, façam uma auditoria nos adicionais pagos a servidores que ultrapassem o teto constitucional sem previsão legal específica.

 

A decisão, em caráter liminar, estabelece prazo de 60 dias para a reavaliação das verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas. Após esse período, qualquer valor não autorizado expressamente por lei deverá ser interrompido imediatamente.

 

“O fenômeno da multiplicação anômala de verbas indenizatórias chegou a patamares incompatíveis com a Constituição”, escreveu o ministro.

 

 

O teto do funcionalismo corresponde ao salário dos ministros do STF, hoje fixado em R$ 46.366,19. Segundo Dino, benefícios classificados como indenização vêm sendo utilizados para elevar remunerações acima do limite legal.

 

Para o magistrado, a prática cria uma distorção permanente dentro do serviço público. “Em vez de autocorreção, há uma corrida por isonomia, com criação sucessiva de novas indenizações”, afirmou.

 

Além de determinar a suspensão dos pagamentos irregulares, Dino cobrou do Congresso Nacional a elaboração de uma lei para definir quais indenizações podem ser admitidas fora do teto.

 

A decisão ainda será analisada pelo plenário do STF, em sessão presencial a ser marcada pela presidência da Corte. Até o julgamento definitivo, a ordem permanece válida em todo o país.

 

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