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Alckmin: Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor no 2º semestre
Publicado em 15/01/2026 12:55
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De acordo com vice-presidente, acordo é “exemplo para o mundo”

Geraldo Alckmin afirmou nesta manhã (15) que o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul deve entrar em vigor no 2º semestre deste ano. Declaração foi feita em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC.

 

O vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificou o tratado como “o maior acordo entre blocos do mundo” e um “exemplo para o mundo”.

 

“Um acordo que, há 25 anos, era trabalhado, mas nunca saía. Finalmente, [será] assinado no sábado (17)”, disse Alckmin durante o programa.

 

 

Segundo o vice de Lula, após a assinatura, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso brasileiro: “A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”.

 

O acordo entre UE e Mercosul envolve um mercado de 720 milhões de pessoas e cerca de US$ 22 trilhões. “São cinco países no Mercosul [Brasil Argentina, Paraguai, Uruguai e, agora, Bolívia]. E a União Europeia, com 27 países dos mais ricos do mundo”, afirmou Alckmin.

 

“Isso significa comércio: vamos vender mais para eles. Zerar a tarifa, então você tem livre comércio – mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles”, declarou o ministro.

 

“Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade. Comércio exterior, hoje, é emprego na veia. Tem determinadas empresas que, se não exportarem, elas fecham. O mercado interno não é suficiente”, completou.

 

Alckmin disse ainda que o acordo UE-Mercosul reforça o multilateralismo em um cenário internacional instável: “Em um momento de instabilidade política, de geopolítica com guerras em vários lugares, de protecionismo exacerbado, você dá o exemplo de que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter livre comércio”.

 

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