
Aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Goiás, o secretário de Cultura de Goiânia, Uugton Batista (PL), compartilhou à coluna detalhes de uma videoconferência que teve nesta segunda-feira (21) com o capitão. “Ele está tranquilo e não tem medo de ser preso”, afirmou o auxiliar do prefeito Sandro Mabel (UB).
Uugton relatou que Bolsonaro mencionou o conteúdo do pendrive apreendido pela Polícia Federal no banheiro de sua residência: majoritariamente músicas de Amado Batista, outros artistas sertanejos e canções gospel. “Não tinha nada demais no pendrive”, disse o secretário.
De fato, a perícia feita pela PF concluiu que os arquivos eram antigos e sem qualquer relação com os fatos investigados. De acordo com a corporação, o material foi considerado irrelevante para as apurações em curso.
Com isso, o foco dos investigadores se voltou para outro item recolhido na operação: o celular pessoal de Bolsonaro, que segue sob análise. A PF acredita que o aparelho pode conter informações mais sensíveis e relevantes, incluindo trocas de mensagens com aliados e dados armazenados em aplicativos.
A análise do celular está sendo tratada como prioridade e pode trazer revelações importantes, especialmente no contexto dos inquéritos que apuram tentativa de golpe de Estado, milícias digitais e possíveis irregularidades no período pós-eleitoral. Ainda assim, Uugton reforça a tranquilidade do ex-presidente diante do processo.
“Ele não entende que esteja respondendo por um crime. Teve um bandido que matou 38 mulheres aqui em Goiânia e estava cobrando para conceder entrevista”, relembrou Uugton.
Questionado se não estaria esticando a corda diante das medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o secretário respondeu: “Acho que o Alexandre de Moraes é quem está puxando a corda ao comprar essa briga com o Trump”, resumiu.
